Arquivo do mês: dezembro 2008

Eu vi ao vivo

Para iniciar, um grande lance!

Era domingo, 8 de maio de 2005, “Dia das Mães”. Eu morava em Bagé (minha cidade natal, na Região da Campanha do RS), trabalhava no extinto e curto (pelo período de duração) jornal Página VII, como repórter e editor de política, mas estava de folga naquele domingo.

Tinha combinado de ir com a minha mãe no Restaurante Velho Capitão. Eu, ela, e meus dois irmãos. Antes, porém, tinha um compromisso em casa. Ver, no final da manhã, Milan X Juventus, pelo Campeonato Italiano.

O Milan havia igualado a Juve na liderança. Era, como acontece hoje, o time da torcida brasileira na Itália. Eu não torcia para o Milan. Sempre torci para a Lazio. Mas, também, sou fã de Alessandro Del Piero, o que me faz também torcer pela Juventus. Alias, nunca levei em conta a presença, ou não, de brasileiros para torcer para algum time no exterior.

Eu assinava NET TV a Cabo. Por isso, pude ver a partida, pois a Band não mostrou o Italiano naquele ano. Contudo, o jogo não foi transmitido pela ESPN Internacional – a NET não tinha ESPN Brasil no meu pacote. A solução foi ver o jogo na RAI (canal italiano). A narração em italiano, claro. Não foi problema, embora pouco eu entendesse.

Queria uma vitória do time branco e preto. Como Zlatan Ibrahimovic estava suspenso, Del Piero, sim, ele, que não era titular absoluto naquela temporada, iniciou a partida.

Meu irmão menor também viu o jogo. Nós dois torcemos para Juventus naquele dia. Ainda no primeiro tempo, acontece o lance fantástico, um lance para jamais ser esquecido. Del Piero é lançado na ponta esquerda e, perto da área, corta Gatuso para o lado direito, mas, sem espaço, dribla para o lado esquerdo e, de pé canhoto cruza, Gatuso consegue cortar o passe. A bola, então, sobe e, quando vai passar por cima de Del Piero, o atacante gira e acerta uma incrível bicicleta. A bola vai certeira para o golpe de cabeça do francês David Trezeguet que marca o gol.

Um gol esplêndido pela agilidade de Del Piero, pela técnica, pelo raciocínio e pela sorte da bola ir exatamente à cabeça do companheiro.

Ficou na minha memória por muito tempo, embora sempre tivesse a lembrança, equivocada, de que o defensor que levou os dribles era o holandês Stam.

Mais sobre o lance aqui ou aqui.

O Juve ganhou por um a zero.  Depois, ficou com o título que, dois anos mais tarde, assim como o vice-campeonato do Milan, foi anulado por causa de maracutaias de dirigentes.

Abraços,
Daniel Machado

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Começando

Sem mais delongas, é hora de começar os trabalhos. Apresentamos, então, aos amigos, inimigos e demais curiosos o Golpe de Cabeça. Para resumir as coisas, aí vai o texto que explica “Quem somos nós”:

“Gaúchos. Colorados. Amantes de um bom churrasco. Todavia, moradores de Palmas, capital do Tocantins, por isso mesmo convivendo com as agruras e as benesses da vida no cerrado. Metidos a opinar sobre os mais diversos assuntos: futebol, política, religião, economia, filmes, seriados, cultura (nos seus mais diversos sentidos) e por aí vai…

O Golpe de Cabeça, expressão cara às tradições da narração esportiva no Rio Grande do Sul, aqui assume definições diversas: pode significar desde um gol do Fernandão até uma descoberta científica, passando pelos divertidos e acirrados embates que o mundo da política não cansa de nos apresentar.

Para resumir, sem mais delongas: aqui escreveremos e debateremos sobre o que nos der na telha, jamais abdicando dos palpites de nossos eventuais leitores – se estes um dia vierem a existir!”

Sendo assim, vamo que vamo!

Abraços,
Marcio Santos

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