Arquivo do mês: janeiro 2009

Big Brother, por que faz sucesso?

Um programa de televisão onde várias pessoas ficam confinadas em uma casa. Semana após semana, um é eliminado pelo telespectador. O último que ficar fatura R$ 1 milhão. Soma-se a isso uma excelente produção da Globo, ótimos efeitos sonoros e bastante interatividade. Está aí a fórmula de sucesso do BBB (Big Brother Brasil), programa que existe em vários países do mundo com outros nomes.

Criação de uma empresa holandesa, o programa é líder de audiência no Brasil desde a sua criação. Já se vão nove edições e, embora a audiência venha caindo, ainda lidera no seu horário de forma disparada. Além disso, o programa tem cifras de faturamento extraordinárias. Este ano, por exemplo, a projeção é de R$ 110 milhões.

Logotipo do programa que já está na nona edição

Logotipo do programa que já está na nona edição

Eu não gosto. Rejeito o programa e pouco o assisto, embora acabe sempre lendo algumas novidades na internet. Por incrível que pareça, as banalidades do BBB, as intrigas e o culto ao sexo sempre são as matérias mais lidas dos portais de notícias, como a Folha Online (edição online da Folha de S. Paulo).

É incrível a capacidade do ser humano para ver, verificar, conferir e comentar as intrigas de pessoas que nunca viu. Com uma ou duas semanas, os integrantes da casa passam a ser celebridade para quem assiste e, quanto mais tempo permanecem, mais famosos vão ficando, mesmo sem nunca ter feito nada de útil na vida. Na verdade, essas pessoas confinadas apenas repetem o que acontece no dia-a-dia das nossas casas, nossos empregos e nossas vidas. Os conflitos, claro, são intensificados pela ganância do ser humano, afinal quem não gostaria de ganhar R$ 1 milhão?

As pessoas, infelizmente a maioria, inclusive universitários, profissionais com alta formação, sabem muito mais do “super educativo programa BBB” do que da grave crise econômica e financeira que afeta o mundo. Um absurdo, mas talvez um absurdo que retrate o quanto o ser humano gosta de intrigas.

Alias, nesse momento, também estou contribuindo para isso, escrevendo sobre esse tão “estimado programa”.

Abraços,
Daniel Machado

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Mandando notícias

Caríssimos leitores e colegas do Golpe de Cabeça:

Escrevo para lhes contar algumas coisas um tanto quanto bizarras – por vezes assustadoras – que aconteceram comigo nos últimos dias, e ajudam a justificar meu “sumiço”. No sábado, dia 10 de janeiro, me surgiu uma amigdalite que inicialmente parecia “simples”, mas, após duasconsultas médicas e duas tentativas de tratamento com anti-bióticos diferentes, a dita não melhorava, chegando ao ponto de praticamenteimpedir que eu me alimentasse corretamente, devido ao inchaço e à intensa dor. Como a situação estava insustentável, a médica resolveu que o melhor a ser feito seria me internar por uns dias no hospital. Pois bem, na sexta-feira, 16 de j aneiro, fui internado no Mãe de Deus, aqui em Porto Alegre, onde fiquei até ontem, dia 26, tomando mais anti-bióticos e sendo constantemente acompanhado por uma otorrinolaringologista. Minha melhoria foi consideravelmente lenta, mas agora creio que estou, definitivamente, perto de ficar curado. Todavia, considerando o quanto “atípico” foi o caso, a médica prescreveu repouso e está acompanhando minha evolução por mais alguns dias. Hoje estive no consultório dela, o que deve ocorrer novamente quinta ou sexta. Além disso, tenho feito contatos telefônicos diários, para conversar sobre a recuperação. Confesso que, depois das recentes notícias sobre “superbactérias” como a que vitimou aquela modelo no ES, estou disposto a fazer tudo o que for possível e necessário para me recuperar totalmente, sem queimar etapas ou me precipitar! Por conta disso, acho que só volto ao trabalho no começo da semana que vem…

Acho que agora consegui derrotá-las!

Acho que agora consegui derrotá-las!

Seja como for, estou de volta ao mundo online!

Grande abraço,
Marcio Santos


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Chega de Segundona!

Torcer a distância, acompanhar o jogo pelo rádio até aí tudo tranqüilo. Mas ver o time na segunda divisão do Gauchão desde 2005, esse é o caso do meu time do interior a SER pro mais íntimos e, pra todos, SANTO ANGELO da região das missões.

Barra Brava Missioneira:

 Esse ano temos que subir e voltar a elite, pois a torcida merece e quer fazer aquele jogo PEGADO, COM PRESSÃO DA TORCIDA JOGANDO BERGAMOTA E XINGANDO contra a dupla GRE-NAL em nossa capital missioneira.

Com a Ser Santo Ângelo rumo a Primeira Divisão do Gauchão.

Afirmação é tudo na vida

Afirmação é tudo na vida

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Um verdadeiro guerreiro

Para muitos um volante TOSCO, mas para outros um verdadeiro GUERREIRO, que passou por dificuldades no início da carreira como jogador profissional. Atleta de muita raça, vigor físico e muita marcação.

Os críticos queriam que ele jogasse que nem Beckenbauer, Falcão, mas ele foi, sim, simplesmente o Edinho: humilde, amigo de todos os funcionários do Beira-Rio, capitão, campeão de tudo e um verdadeiro volante pegador de Alma Gaúcha, tchê.

Edinho, guerreiro, superando com classe o adversário

Edinho, guerreiro, superando com classe o adversário

Abraços,
Anderson Fonseca

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Ele é nossa cara no Centenário!

 Ele tem identificação com a torcida (Tipo Colômbia e Ruque-Raque). É o atacante com características (velocidade e habilidade) mais próximas de substituir Nilmar numa possível venda e também formar o ataque. Renteria Neles!!!

Renteria, comemorando marcação de gol

Renteria, comemorando marcação de gol

Renteria ao som do Ruque-Raque:

http://br.youtube.com/watch?v=R6N5nPhH3J8

QUE TAL O SACI NO CENTENÁRIO?

Abraços,
Anderson Fonseca

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Emoção sem fim

Mário Eliseu Kreuning (Alemão), 37 anos, colorado desde os tempos daquele distante vice-campeonato da Libertadores de 89, torcedor do Inter desde 86, passando esse tempo de 20 anos (1986 -2006) com pouca conquistas e muito sofrimento. Alemão viu “eles” serem campeões da Libertadores, Brasileiro, Copa do Brasil e vários campeonatos gaúchos. Um sentimento de tristeza. Alemão não acreditava na conquista da América e muito menos do Mundo, mas sim numa Copa do Brasil e, quem sabe, talvez até um (im) possível Brasileiro.

Porém, alguns fatos mudaram a sua vida.

Campo Bom, RS, 17 de dezembro 2006. Durante todo aquele ano, Alemão acordava às 6 horas pra tomar chimarrão e levar a esposa Valéria ao serviço. No dia 17/12 acordou às 6 horas, mas as tarefas eram outras. Ele colocou o manto sagrado (camisa do Inter), ficou caminhando pela casa, tenso e nervoso.

Começou o jogo e não acreditava na vitória, passou três minutos e passou a acreditar e beber umas cevas. No intervalo, conta ele, foi ao mercado Tomé–Rede Forte e comprou mais cerveja, voltou pra casa. Iniciou o segundo tempo e foi ficando mais nervoso, xingando tudo, aos 30 minutos quando Abel tirou Fernandão e colocou Adriano Gabiru, descarregou sua raiva contra Abel, técnico do glorioso Inter. Mas Gabiru, aos 36 minutos, marcou o gol. A emoção veio com gritos, alegria e a lembrança dos quase 20 anos de tristeza que eram suplantadas naquele lance.

Alemão, sofrimento e alegria pelo Internacional

Alemão, sofrimento e alegria pelo Internacional

Pouco depois do gol, na falta do Ronaldinho, Elizeu dava como um pênalti. Com a cobrança da falta/pênalti pra fora, brilhava a conquista do mundo pelo glorioso S.C. INTERNACIONAL.

Como de cultura dos Gaúchos, sempre tem carreata, “buzinasso” e muita festa e mais cerveja. Às 22h30 veio o mais triste da história, o acidente de carro, depois de muita comemoração e festa. Elizeu, colorado fanático, acreditava que o dia 17 não tinha fim, pois a emoção era muito grande.

Emocionado e com todos os outros efeitos da festa daquele dia glorioso para todos nós colorados, ele teve num grave acidente, no qual bateu o carro em um muro (o carro não foi nem aproveitado depois). Foi inconsciente para o hospital e ali ficou desacordado por 16 dias. Após, foi para Porto Alegre e, no hospital Cristo Redentor, ficou 30 dias em período de cirurgia, pois teve fratura exposta na perna e quadril.

Depois de sair do hospital, amargou 365 dias sem caminhar. Hoje, pouco mais de dois anos da conquista do mundo, caminha de muleta e está na expectativa de obter uma prótese pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para voltar a caminhar “normalmente”.

Ele, que falou ao GOLPE DE CABEÇA em visita a Santo Ângelo, disse que foi uma conquista tão grandiosa do Inter, mas, lamentavelmente, não soube controlar as emoções de um colorado que sofreu muitas derrotas durante 20 anos da sua vida. Porém, ressaltou que teve o prazer de ver o S. C. INTERNACIONAL conquistar o mundo.

Palavras de um colorado fanático que não para de torcer pelo Internacional. Mesmo com o trágico acidente, ele não culpa o clube e diz que o erro foi, exclusivamente, dele.

Sempre Inter, Inter para sempre!

Abraços, Anderson Fonseca

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