Arquivo do mês: fevereiro 2009

Freguesia

Esta imagem foi disponibilizada na comunidade do Inter no Orkut. Acho que dispensa maiores explicações.

Nilmar. Internacional 2x1 Grêmio.

Nilmar. Internacional 2x1 Grêmio.

Abraços,
Marcio Santos

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Arquivado em Futebol

O peso de uma vida

Há cerca de uma semana, assisti o filme “O Lavador de Almas” (2005), em inglês chamado de “Pierrepoint”. A obra, que tem 90 minutos de duração, conta a história real de Albert Pierrepoint, o maior chefe de execuções da Inglaterra e talvez a pessoa que mais tenha matado, de forma oficial, no mundo.

Entre 1932 e 1955, Pierrepoint executou 608 pessoas. Ele tinha um espantoso ritual para tratar os condenados. Com frieza e delicadeza ao mesmo tempo, colocava o futuro morto na forca e acionava alavanca. Certa feita conseguiu executar o criminoso em 7,5 segundos.

Pierrepoint ganhou reconhecimento na Inglaterra e se tornou celebridade após ser convocado pela Inglaterra para ir à Alemanha e enforcar cerca de 200 nazistas, considerados criminosos da Segunda Guerra Mundial.

O filme mostra o tão pouco que pode valer uma vida. Mostra o drama interno vivido por Pierrepoint, que após se aposentar virou um ativista contra a pena de morte, banida na Inglaterra em 1965. Assista o filme, eu recomendo!

Abraços,
Daniel Machado

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Sarney venceu; PMDB domina Congresso

Venceu o mais velho, o mais experiente, o mais poderoso. José Sarney (PMDB-AP) ficou com o cargo de presidente do Senado. Natural do Maranhão, Sarney enfrenta sérias dificuldades políticas no seu estado. Já há alguns anos, transferiu o título de eleitor para o Amapá para assegurar a sua eleição no cargo de senador.

A vitória dele no cargo de presidente traz de volta Renan Calheiros (PMDB-AL) ao cenário político de destaque. Renan, um político acusado de negociações escusas com lobistas para poder pagar as despesas com um filho com uma ex-amante, foi o principal articulador de Sarney.

No Tocantins, estado sede do “Golpe de Cabeça”, os três senadores votaram em Sarney, ex-presidente da República que chega ao controle do Senado pela terceira vez. A vitória de Sarney faz com que o PMDB, partido que atua em todos os lados na esfera federal, podendo se aliar a quem estiver no poder, seja quem for, controle todo o Congresso Nacional, pois o deputado federal Michel Temer (PMDB-SP) também ganhou a Presidência da Câmara.

O jogo da política é complicado. Eles usam o nosso dinheiro para as suas negociações pessoais. Todos nós perdemos a cada eleição interna deles, embora poucas pessoas queiram dar atenção para isso.

O Senado é uma casa de 81 bacanas, onde todos são amigos, ou quase todos. A Casa tem poucos políticos que realmente tem espírito público. Os interesses privados sobressaem sobre tudo. Quando interessa, o Senado luta pela sua autonomia e bate de frente com o governo. Porém, quando não interessa, o Senado fica submisso, em troca de dinheiro e cargos.

Sarney, há mais de 50 anos no poder

Sarney, há mais de 50 anos no poder

Sarney “é mais do mesmo” e o PMDB nacional é comprometido com a atual estrutura política que lhe dá poder. Nada vai mudar, pois não há interesse para alterações por parte dos políticos.
Porém, cabe destacar, que se o eleito fosse o candidato petista-tucano Tião Viana (PT-AC) talvez nada mudasse também. Sarney fez 49 votos e Viana 32. Foi a vitória mais apertada de Sarney na disputa pelo cargo de presidente do Senado. Ele ainda comandou a casa nos anos 1995 e 1997.

Aos 78 anos, ele tem seu prestígio sendo reduzido, mas ainda está em um grande posto.

Abraços,
Daniel Machado

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BBB e Sociedade do Espetáculo

O post do amigo Daniel sobre o Big Brother me levou a uma pequena reflexão sobre o assunto. Tenho o entendimento de que o sucesso do dito programa de TV nada mais é que uma espécie de reflexo de algumas características do modelo de sociedade no qual atualmente vivemos. Talvez eu esteja sendo excessivamente demodé ou até mesmo simplista, mas lembrei-me imediatamente de uma obra do francês Guy Debord, lançada em 1967, singelamente denominada A Sociedade do Espetáculo (disponível na íntegra aqui). Para esclarecer do que trata o livro, faço uso de um trecho da introdução escrita por Anselm Jappe:

O “espetáculo” de que fala Debord vai muito além da onipresença dos meios de comunicação de massa, que representam somente o seu aspecto mais visível e mais superficial. Em 221 brilhantes teses de concisão aforística e com múltiplas alusões ocultas a autores conhecidos, Debord explica que o espetáculo é uma forma de sociedade em que a vida real é pobre e fragmentária, e os indivíduos são obrigados a contemplar e a consumir passivamente as imagens de tudo o que lhes falta em sua existência real.

Têm de olhar para outros (estrelas, homens políticos etc.) que vivem em seu lugar. A realidade torna-se uma imagem, e as imagens tornam-se realidade; a unidade que falta à vida, recupera-se no plano da imagem. Enquanto a primeira fase do domínio da economia sobre a vida caracterizava-se pela notória degradação do ser em ter, no espetáculo chegou-se ao reinado soberano do aparecer. As relações entre os homens já não são mediadas apenas pelas coisas, como no fetichismo da mercadoria de que Marx falou, mas diretamente pelas imagens.

Creio que, tomando por base tais idéias, podemos compreender um pouco melhor o sucesso do BBB. Vejamos: tratam-se de situações, interações e conflitos aparentemente próximos daqueles vivenciados pelas “pessoas comuns” no cotidiano, todavia “interpretados” por sujeitos cuidadosamente selecionados para “representar” aqueles que estão assistindo (inclusive correspondendo a uma série de expectativas em torno de padrões de beleza corporal) e difundidos através de uma cuidadosa e caprichada edição, capaz de tornar até mesmo o fato mais “banal” interessante. Além disso, não podemos esquecer que a edição usa “técnicas novelescas” para prender a atenção do espectador: as imagens são trabalhadas de tal forma que logo identificamos “heróis”, “vilões”, “loucos” e todos aqueles papéis estereotipados com os quais já estamos habituados.

Indo um pouco mais além, acho importante nos darmos conta de que esse processo de “espetacularização” é bem mais profundo, definitivamente transcendendo em muito o BBB. Apenas para ficarmos num exemplo, basta lembrarmos da recente polêmica sobre a gravação do programa Survivor, da rede norte-americana CBS, na região do Jalapão, aqui no Tocantins. Rapidamente começaram a circular pela rede emails questionando supostas “ameaças à soberania nacional” e “depredações do nosso meio-ambiente”, refletindo sentimentos nacionalistas e anti-americanos dos brasileiros. Tudo isto, é claro, sem mencionar que tal projeto foi licenciado e aprovado pelo órgão ambiental do Governo do Estado, o qual deveria ser responsabilizado caso algo de errado fosse constatado. Entretanto, não é este o ponto que pretendo destacar: o que mais choca, na minha opinião, é perceber quea gravação de um reality-show, cujos impactos são relativamente pequenos, ou, ao menos, em sua maioria reversíveis, cause essa celeuma toda na dita “opinião pública”, enquanto os inúmeros projetos de irrigação e as gigantescas plantações de soja que são executados sem qualquer respeito ao meio-ambiente (na maior parte das vezes com MUITA grana dos tais estrangeiros, também) não tem um quinto dessa repercussão, e ainda são vistos, genericamente, como sinais de “progresso”.

Tipico intelectual francês dos anos 60!

Típico intelectual francês dos anos 60!

Abraços,
Marcio Santos

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Dia de eleição no Senado

Nesta segunda-feira, a partir das 10 horas, o Senado escolhe o próximo presidente da Casa. De um lado o conhecido ex-presidente da República José Sarney (PMDB-AP) e, do outro, Tião Viana (PT-AC). Por incrível que pareça, segundo as informações que vêm de Brasília, o PT e o PSDB estão com Viana e o governo federal, “na pessoa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, dá um apoio velado a Sarney.

É isto mesmo, Lula estaria contra o seu partido. Em mente, ele projeta que, com Sarmey no comando do Senado, seria mais fácil comprar cooptar o PMDB a uma suposta candidatura da ministra da Casa Cívil, Dilma Roussef (PT), à Presidência da República.

Enquanto isso, o PSDB, que surpreendentemente está com Viana, diz, abertamente, que não estaria disposto a andar com a turma que rodeia Sarney – pessoas como Renan Calheiros (PMDB-AL) e Fernando Collor (PTB-AL). Contudo, também tem outro interesse político por trás. Sarney é desafeto declarado de José Serra (PSDB), governador de São Paulo e possível candidato tucano ao Planalto em 2010.

Além disso, claro, PT e PSDB, caso vençam, vão “repartir os cargos” da Mesa Diretora. Obviamente, é assim que funciona o jogo.

Portanto, o dia é de escolha dos nossos 81 senadores. O próximo presidente do Senado será um petista do Acre ou um ex-presidente da República. Nesta segunda-feira, os senadores escolhem se o poder será repartido entre os dois principais partidos do país, ou se ficará com um PMDB respaldado por pessoas pouco nobre na política nacional, como Collor e Renan Calheiros.

O que é melhor? Bom, difícil de opinar nessa questão. Talvez Viana, mas não é fácil dizer isso. Definitivamente, não se pode confiar naquela Casa.

Abaixo, uma foto dos últimos presidentes do Brasil. Depois da redemocratização, só faltou o Collor.

Serão que são iguais?

Essa gente: Serão que são iguais?

Abraços,
Daniel Machado

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