Arquivo do mês: junho 2009

Parabéns, Donald

Ontem foi aniversário de um dos personagens mais famosos de Walt Disney. Pato Donald completou 75 anos de vida.

Temperamental, ele é um dos personagens mais populares dos estúdios Disney e conta com dezenas de histórias que levam a ininteligível ave com visual de marinheiro a viver sempre à beira de um ataque de nervos. Sua singularidade, marcada por uma voz compreensível apenas para o resto dos personagens da Disney, o levou a protagonizar seu primeiro curta-metragem de animação em 1937, intitulado Don Donald, momento no qual também foi apresentada ao público sua eterna namorada, Margarida – que à época ganhou o nome de Donna.

O sucesso de Donald foi tanto que, na década dos 40, o personagem já tinha sido protagonista de mais produções do que o próprio Mickey, símbolo das criações dos estúdios de Walt Disney.

 Em toda a sua trajetória, o pato assumiu 130 papéis protagonistas e dezenas de aparições em produções com o rato mais famoso do mundo e com outros personagens da Disney como Pluto e Pateta. Tal currículo garantiu a Donald uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood e a marca de sua pata em cimento na entrada do famoso Teatro Chinês de Los Angeles, uma honra reservado a poucas figuras do cinema.

As produções estreladas pelo pato começaram a ultrapassar as fronteiras dos países de língua inglesa e se tornaram um fenômeno nos países latinos com Alô, Amigos (1942) e Você Já Foi à Bahia? (1944), duas produções que misturavam animação com atuações reais e que apresentou a Disney na América Latina. Nos dois filmes, que foram indicados ao Oscar, Donald aparece com o papagaio Zé Carioca.

A estatueta viria com a 2.ª Guerra Mundial em Der Fuehrer’s Face (‘A Face do Fuehrer’, em tradução livre), de 1942, onde Donald sonhava que vivia sob o regime nazista e finalmente acordava sob a Estátua da Liberdade, aliviado por ser americano.

Donald, em sonho, viveu sob o regime nazista

Donald, em sonho, viveu sob o regime nazista

A teimosia do personagem o levaria a viver situações que solucionaria na maior parte dos casos após usar seu lado mais impulsivo. Os estúdios Disney o definiram como um pato cuja segunda ou terceira intenção é boa, mas quando elas aparecem, ele já caminha na direção equivocada. Não importa quanta humilhação o mundo o submeta, Donald a receberá e voltará para mais. É um perdedor que não desiste.

Ele cairá lutando, afirma o portal da Disney. Produções como Donald’s Crime (‘O Crime de Donald’, em tradução livre), de 1945, destacam esse lado obscuro do pato, disposto a roubar as economias de seus sobrinhos para pagar um encontro com Margarida, apesar de a trama terminar com o arrependimento do ladrão. Donald ganharia uma história em quadrinhos própria ainda em 1938 e, mais adiante, justificaria o nascimento de outros personagens ligados a ele.  (Texto da EFE, acessado no site do Estadão)

Com essa mensagem, desejo um bom feriado a todos a partir de hoje.

Abraços,
Daniel Machado

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Previsões erradas

Depois de bastante tempo, escrevo para pedir desculpas pelas previsões de futebol totalmente erradas, que podem ser conferidas aqui e aqui. Sustentei que o Palmeiras não passava da primeira fase e o time verde está nas quartas-de-final da Libertadores. Está certo que está em desvantagem, mas está vivo e novamente pode buscar mais uma classificação heróica.

Já o Bayern foi uma decepção total na Liga dos Campeões. Levar 4 x 0 do Barcelona no primeiro jogo das quartas foi uma vergonha.

Bom, prometo que vou maneirar ao fazer previsões nos próximos posts.

Abraços,
Daniel Machado

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Acidente aéreo e a reflexão

Sempre que há um trágico acidente aéreo a comoção é geral. Os meios de comunicação fazem cobertura ampla do acidente, as autoridades são insistentemente cobradas e a preocupação com os familiares das vítimas é geral, passando do governo até o mais simples telespectador que nunca andou de avião.

Nada mais justo, afinal trata-se de uma fatalidade na qual morre um elevado número de pessoas. Por exemplo, no voo 447, que ia do Rio de janeiro a Parir e desapareceu na madrugada de domingo (com alguns destroços encontrados no Oceano Atlântico), haviam 228 pessoas. Lamentavelmente, não deve haver nem um sobrevivente.

Porém, o que gostaria de deixar para debate é porque os acidentes em estradas, mesmo quando dois ônibus batem e morrem muitas pessoas, não merecem cobertura pelo menos um pouco parecida? Não tem a mesma divulgação por parte dos meios de comunicação? Não tem a mesa preocupação com os familiares? Com o pagamento dos seguros? Com a vida das pessoas que perderam seus entes queridos?

Com certeza, essa é uma questão para refletir.

Como expressei no post O Peso de uma vida, do dia 6 de fevereiro de deste ano, uma vida pode valer muito pouco nas mãos de outras pessoas.

Talvez isso explique tamanha disparidade na comoção.

Abraços,
Daniel Machado

*O autor do post é jornalista é trabalha para um órgão de comunicação

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