Homenagem de Pedro Henrique a Álvaro

Nota prévia do editor: Na última sexta-feira ocorreu a cerimônia de troca da chefia da Procuradoria da República no Tocantins (PR-TO), onde este que vos fala trabalha. Dentre as várias manifestações dos participantes, chamou atenção a criativa fala do procurador Pedro Henrique Castelo Branco, em homenagem ao também procurador Álvaro Manzano, que se despedia da função de procurador-chefe. Atendendo a pedidos, publicamos, agora, o texto de Pedro Henrique, que, para quem não sabe, também tem se revelado um belo “tuiteiro” (@phcbranco).

Homenagem a Álvaro

Boa tarde. Senhoras e senhores, autoridades, sendo o último a falar, não pretendo cansá-los com o protocolo; sintam-se todos cumprimentados. Serei muito breve. No final desta manhã, tive uma grata notícia: o colégio de procuradores da República do estado do Tocantins incumbia-me de honrosa missão, porém árdua: entregar placa de homenagem ao nosso Procurador-Chefe, Dr. Álvaro Lotufo Manzano; não apenas isso; também externar o nosso sentimento de gratidão. Não porque domine o verbo; certamente creio, porque estou eu de partida desta casa e, assim, posso também trazer minhas mensagens de despedida.

Alumbrar-se com o lindo céu de Palmas, de cor azul – azul celeste – é ver o céu de casa. Conviver em Palmas com os amigos que aqui fiz é rememorar os amigos de casa. Como não querer estar em casa?

Perdão, colegas procuradores, pela digressão: é que, para mim, é impossível separar o todo da parte; afinal, colho das histórias juvenis: “Todos por um!” Nesta nossa casa, que tem por ideal promover a justiça, esse é o nosso lema; o nosso pensamento. Somos todos partes do mesmo todo. Álvaro… que bom chamá-lo sem o “doutor”; Álvaro não é mais um, Álvaro é um a mais. Solidário, desde épocas outras estivemos na mesma toada.

Lembro que um dos vultos de nosso Ministério Público, Dr. Cláudio Fonteles (procurador-geral de ontem), costumava dizer, entre tantos, que as instituições não podem petrificar-se. Álvaro não é pedra; está em plena metamorfose como Raul, em constante mudança com as águas de Heráclito; com as águas dos rios Tocantins e Araguaia, que tanto ama e defende. É exemplo de procurador, dedicado e firme, que acredita nas causas em que atua. Profissionais como ele fazem desta nossa casa um lugar de mudança, intestina e extra-muros; é promotor de Justiça, de transformação social.

Para nós será sempre nosso “chefe”; mas os Membros do Ministério Público não somos independentes? Do adagiário, extrai-se: “quem tem chefe é índio”. Pois não, se Álvaro os ama, somos seus índios… ele nos ensina que todos somos brasileiros. Sua liderança é natural, serena e humilde.

Em tom de blague, meu saudoso pai professava: “Filho, quando as pessoas mais desejam que fiquemos, chegou justamente a hora de ir”. Amigo Álvaro, servidores desta casa (a quem devoto especial reconhecimento pelo trabalho que exercem) colegas procuradores, senhores juízes federais aqui presentes (perante os quais tive a honra de oficiar), senhor Superintendente de polícia, não acredito haver quem deseje minha permanência, mas eu gostaria de ficar. Chegou justamente a hora de ir.

Até logo!

Anúncios

Deixe um comentário

Arquivado em Geral

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s