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Atlético de Madrid? O Milagre!

(Texto publicado originalmente no site http://almanaqueesportivo.com.br/)

Por Daniel Machado

“Volveremos, volveremos; volveremos otra vez; volveremos a ser campeones, como en el 96.” Essa é uma canção há muitos anos entoadas pelo hinchas do Atlético de Madrid. Agora, depois de 18 anos, ela terá que ser substituída ou adaptada, já que o sábado 17 de maio de 2014 mudou a história do clube colchonero. Em 13 de novembro do ano passado este Almanaque  contou o quão difícil seria a luta para o time vermelho e branco de Madrid conquistar o troféu de La Liga, o Campeonato Espanhol. Nunca, porém, disse que era impossível ou deixou de acreditar.

Atletico-Madrid-champions

A excelente campanha daquela época, milagrosamente, foi mantida até o final e o clube conseguiu seu décimo título espanhol. Em torneios com mata-mata (como a Liga dos Campeões, em cuja final, no próximo dia 24 de maio, também está o Atlético, em mais uma chance de fazer história), não é incomum haver campeões mais pobres, menos qualificados, tecnicamente inferiores e etc. Em um campeonato de pontos corridos com 20 clubes, todavia, isso é raríssimo. Competições assim não premiam times que fazem algumas boas partidas ou que têm sorte: os campeões são os melhores, os que fazem mais pontos ao longo de uma jornada de vários meses. A façanha do Atlético, que tem cinco vezes menos orçamento que o Real Madrid e o Barcelona, é imensurável.

Como esse Almanaque já relatou, a Espanha tem a distribuição mais cruel de direitos de televisão da Europa, com Real e Barcelona recebendo cerca de € 100 milhões (pouco mais de R$ 300 milhões) a mais por ano dos que o terceiro colocado, Valência, e o quarto, o Atlético. Nas demais fontes de arrecadação, a vantagem do Barcelona e do Real Madrid sobre o Atlético, e os demais participantes, também é estratosférica.

Olhando para a tabela de classificação dos cinco campeonatos anteriores na Espanha é possível verificar o que faz o abismo financeiro. Com Real e Barcelona sempre ficando nas duas primeiras posições desses certames, a diferença do campeão para o terceiro variou de 17 (temporada 2008/2009) a incríveis 39 pontos na (temporada 2011/2012).

Por isso, pode-se dizer, com toda certeza, que mudar um quadro desses e ser campeão é um milagre gigantesco.

Para chegar ao título, o Atlético fez 90 pontos, em 114 possíveis. O aproveitamento foi de 78,95%. Barcelona, vice-campeão, e Real Madrid, terceiro colocado, fizeram 87 pontos.
Raça e Simeone

El esfuerzo no se negocia.” A forma e o simbolismo de como foi conquistado o título reflete, sobremaneira, o espírito do time e do treinador Diego Pablo Simeone, El Cholo. Após dois tropeços seguidos (derrota para o Levante 2 x 0 e empate por 1 a 1 em casa contra o Málaga), o Atlético chegou na última rodada precisando empatar contra o Barcelona, no Camp Nou. O Barcelona, de Messi, Iniesta e Neymar, jogava por uma vitória simples para ser campeão. Com 20 minutos, os dois melhores jogadores de linha do Atlético (na minha opinião o melhor jogador do time é o goleiro emprestado pelo Chelsea Thibaut Courtois), o hispano-brasileiro Diego Costa e o turco Arda Turan, tiveram que ser substituídos devido a lesões musculares.

Diego Simeone

Mesmo assim, embora o Barcelona atacasse mais, o Atlético bloqueou bem as investidas blaugranas até um improvável chute do chileno Alexis Sánchez entrar e fazer 1 x 0. O time foi para o intervalo perdendo, sem os seus dois melhores jogadores, na casa do adversário, que têm jogadores de notável categoria. Acabou o sonho, então? Nada disso. Os colchoneros voltaram com tudo no segundo tempo e, após criarem duas chances de gol que não foram convertidas, o uruguaio Diego Godín cabeceou para a glória aos 4 minutos do segundo tempo. Na raça, o time segurou o empate até o final e fez a festa!

Festa

Quem, como eu, assistiu a maioria dos jogos de toda a campanha sabe o quanto foi difícil e comovente essa conquista. Um time que, sem qualquer craque, nunca parava de correr e de marcar. Dos 10 jogadores mais utilizados em La Liga, os sete primeiros eram do Atlético. O cansaço apareceu no final do campeonato, mas a raça continuou. Todos seguiram à risca o que o treinador pedia e, muitas vezes na marra, a equipe conseguiu marcar gols e segurar as vitórias.

Realmente, uma conquista épica, digna de filme. Alias, está prometido um filme sobre o campeonato.
Aragonés e torcida

Além de Simeone e os jogadores, a torcida, sim, a torcida teve papel fundamental para a conquista. O time, invicto no seu estádio Vicente Calderón na Liga, teve apoio fundamental do torcedor, que quase sempre encheu o cancha. No jogo contra o Elche (vitória 2 x 0), por exemplo, o treinador adversário chegou a dizer que após o pênalti PERDIDO pelo atacante do Atlético David Villa, o torcedor colchonero empurrou ainda mais, mudando o ambiente no jogo e fazendo com que pressão ficasse irresistível até o gol do brasileiro Miranda que abriu o placar.

O ano do título é também o ano da morte da lenda vermelha e branca Luis Aragonés, El Sabio. Ex-jogador e ex-treinador da equipe, Aragonés era muito identificado com os colchoneros. No dia da seguinte à sua morte, o Atlético assumiu, 18 anos depois, a liderança isolada do campeonato ao vencer a Real Sociedad por 4 x 0.

Curiosidades:

  • Em nenhum momento da campanha El Cholo Simeone falou em título. O discurso sempre foi de “partido a partido”, ou seja, jogo a jogo;
  • Na reta final o discurso mudou “de final a final’, que além dos últimos jogos de La Liga incluíam as fases agudas do mata-mata da Liga dos Campeões da Europa;
  • O último campeão fora a dupla Real Madrid/Barcelona foi o Valencia, na temporada 2003/2004;
  • A campanha do título do Atlético foi a melhor de sua história;
  • O Atlético fez 77 gols no campeonato (terceiro melhor ataque) e sofreu 26 (melhor defesa). Real Madrid fez 104 gols e o Barcelona 100 gols;
  • Dos 77 gols, 26 gols (33%) foram de Diego Costa;
  • Dos 77 gols, ao menos 21 gols (27%) foram de cabeça (o Marca não atualizou a estatística então foi por minha conta e risco);
  • O último título espanhol do Atlético de Madrid foi na temporada 1995/1996 e Diego Simeone era jogador e líder da equipe. Ele retornou para glória.

Imagina a festa dos "Colchoneros"...

*Daniel Machado é jornalista, trabalha na área desde 2000, passou por jornais de Bagé e mora em Palmas (TO), desde 2006. Foi editor de Estado, Política e editor substituto de Esporte no Jornal do Tocantins, principal jornal daquele Estado. Atualmente é superintendente de Conteúdo e Projetos Especiais na Agência Tocantinense de Notícias, órgão de jornalismo do governo do Estado. E, sim, ele simpatiza com o Atlético de Madrid.

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Se é Bayern, é excelente!

Pego, agora, uma licença histórica para parafrasear parte do conhecido slogan da empresa farmacêutica Bayer (“Se É Bayer, É Bom”), afirmando: “Se É Bayern, É Excelente”. O Bayern de Munique, que está comemorando, após a vitória de 3 x 1 contra o Herta Berlim fora de casa, o seu 22º título alemão, tem sua sede, como o próprio nome diz, em Munique, na região da Bavária, na Alemanha. Nos próximos dias, o time ainda decide os títulos da Copa da Alemanha, 15 de maio, contra o Werder Bremen e, principalmente, da Liga dos Campeões da Europa, contra a Inter de Milão, no dia 22 de maio.

Capitão Van Bommel ergue o troféu, celebrando o 22º título alemão do Bayern

Muitas vezes sonegado pela grande mídia brasileira, que prefere times de outros países europeus como Itália, Inglaterra e Espanha, o Bayern de Munique é um dos maiores clubes do mundo. A agremiação tem quatro títulos de campeão europeu e 15 da Copa da Alemanha, além dos campeonatos alemães já citados.

Pois é este clube pouco conhecido da maioria dos torcedores brasileiros a grande paixão do empresário Gustavo Vieira Formiga, 22 anos, que mora e trabalha em Taquaralto – região sul de Palmas. Na última semana, eu e o colega Márcio Santos, dois dos três signatários do blog, viajamos os quase 18 quilômetros necessários para visitá-lo na sua loja, que tem o sugestivo e, por quê não, espetacular nome de Bayern Ferragens. Como se não bastasse, a fachada do estabelecimento, que além do trabalho de Gustavo e seus familiares conta com dois funcionários, é decorada com as cores vermelha e branca e pequenos detalhes em azul, exatamente as cores do Bayern. Para completar, o logotipo do estabelecimento é, simplesmente, o símbolo do Bayern, apenas sem o FC de Futebol Clube e a expressão “Ferragens” no lugar de München (Munique em alemão).

Fachada da Bayern Ferragens

Gustavo é natural de Praia Grande, cidade que fica próxima a Santos, no Estado de São Paulo. Ele conta que começou a gostar do Bayern em 2004, ano em que o clube nem fez grande temporada. A partir disso, a paixão pelos bávaros foi só crescendo. Nas suas costas, exibe uma grande tatuagem do símbolo do clube.

Gustavo exibe o símbolo do Bayern, tatuado em suas costas

Ao falar sobre a história do time, Gustavo apresenta grande conhecimento, comentando detalhes das conquistas e dos fracassos. Sobre o elenco atual, então, ele parece ter todas as informações.

Ele elogia o polêmico Louis van Gaal pelo trabalho, afinal o time montado pelo treinador, além de campeão alemão, está na final da Copa da Alemanha e na final da Liga dos Campeões da Europa, considerada a mais importante competição de clubes do planeta.

Em relação a reclamações, considera exagerados os mais de € 30 milhões pagos pela contratação do atacante Mario Gomez, que não faz boa temporada, além de não concordar com a dispensa de Lúcio pelo treinador holandês. De acordo com Gustavo, que nunca foi à Alemanha, a defesa bávara não tem consistência permanente, oscilando entre boas partidas e péssimas atuações.

No balcão da loja, conversa animada sobre o clube

Liga dos Campeões

Mesmo com a suspensão do astro Frank Ribéry, Gustavo se diz confiante para a partida da final da Liga dos Campeões contra a Inter de Milão, em Madri, no dia 22 de maio. Esta confiança baseia-se, em grande medida, na expectativa de que o craque holandês Arjen Robben, na sua opinião o melhor jogador do clube no momento, seja mais uma vez decisivo, como em outras etapas da competição.

Acostumado a deixar sua irmã trabalhando no estabelecimento em dias de jogos decisivos da competição, Gustavo sequer vai abrir a loja na tarde do sábado, dia 22. A ideia é fazer uma concentração a partir do meio-dia, com um grande churrasco e muita confiança na conquista do quinto título europeu do maior clube da Alemanha.

Paixão clubística aparece até nas mercadorias

O empresário destacou que chegou a pesquisar e pensar em ir a Madri, para assistir a partida. No entanto, quando se mobilizou para isso não conseguiu ingressos para a partida. Gustavo lamenta o fato, mas ressaltou que vai se preparar para a próxima vez. “A próxima final é em Wembley (Londres) e em 2012 será no Allianz Arena (casa do Bayern)”, afirmou o empresário, esperançoso que o clube também chegue a estas decisões.

Embora confiante, Gustavo acredita que Inter, por ter uma defesa mais qualificada, é a favorita no confronto. Nada que os alemães não estejam acostumados a reverter na história. No lugar de Ribéry, deverá jogar o alemão naturalizado turco Hamit Altıntop, de excelente atuação na segunda partida da semifinal contra o Lyon.

Sacola personalizada

Brasil

No Brasil, Gustavo é corintiano. Questionado quando o time ainda estava na Libertadores, não conseguiu dizer para quem torceria em uma hipotética final de Mundial de Clubes entre o Bayern e Corinthians. “É muito cedo para pensar nisso. Sinceramente, nunca pensei nessa possibilidade”, frisou o empresário.

Como essa final não vai se concretizar, talvez nunca se saiba como Gustavo se comportaria. No entanto, há forte suspeitas dos signatários do blog que a equipe bávara seria a escolhida pelo seu coração.

Abraços,

Daniel Machado

(com a colaboração de Marcio Santos)

*As fotos são de Marcio Santos, com exceção da primeira, retirada do site oficial do Bayern (http://www.fcbayern.telekom.de)

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Libertadores: palpites para o mata-mata

As oitavas-de-final da Libertadores iniciam hoje, com duas partidas, ambas envolvendo os times mexicanos “alçados” automaticamente à segunda fase e duas agremiações argentina: Estudiantes (atual campeão) e Velez Sarsfield.

Desde a semana passada, quando o Internacional, clube para o qual os três signatários do blog torcem, se classificou estamos com os palpites para o mata-mata prontos. De minha parte, pontuo, como todos sabem, não gostar nem um pouco do Corinthians, em especial pelo malfadado Brasileirão de 2005. Desta forma, ao menos o meu palpite sobre a partida envolvendo “esta gente” pode estar um pouco influenciado.

Logo da Copa Libertadores com o seu patrocinador

Abaixo, os nossos palpites (os times do lado esquerdo jogam a segunda partida em casa):

Daniel Machado
Corinthians x Flamengo = Flamengo, com drama e sofrimento
São Paulo x Universitário = São Paulo, muito tranquilo
Estudiantes x San Luis (México) = Estudiantes, sem sustos
Vélez Sarsfield x Chivas Guadalajara = Vélez, com muita dificuldade
Libertad x Once Caldas = Once Caldas, com dificuldade
Internacional x Banfield = Inter, sem sustos
Nacional x Cruzeiro = Nacional, com sangue, drama, sofrimento e agonia
Universidad do Chile x Alianza Lima = La U , com dificuldade
 
Marcio Santos
Corinthians x Flamengo = Flamengo, em jogos dramáticos e sofridos. Ronaldo não joga nada e é questionado pela torcida do “Curintia”, por ser flamenguista. Castigo pela entregada no final do Brasileirão 2009.
São Paulo x Universitário = São Paulo, mesmo jogando pouco
Estudiantes x San Luis (México) = Estudiantes, sem maiores problemas
Vélez Sarsfield x Chivas Guadalajara = Vélez, forte candidato ao título
Libertad x Once Caldas = Libertad, sempre chegando
Internacional x Banfield = Inter, sofrendo um pouco em Buenos Aires, mas patrolando no Beira- Rio
Nacional x Cruzeiro = Nacional, com muito sofrimento e destaque para a expulsão de Kléber no começo do jogo, em Montevidéu
Universidad do Chile x Alianza Lima = Alianza, a surpresa da competição
 
Anderson Fonseca
Corinthians x Flamengo = Corinthians, com gols de Ronaldo Fenômeno
São Paulo x Universitário = São Paulo, copeiro
Estudiantes x San Luis (México) = Estudiantes, jogando um bom futebol
Vélez Sarsfield x Chivas Guadalajara = Vélez, na raça
Libertad x Once Caldas = Libertad, sempre está na briga
Internacional x Banfield = Inter, embalado
Nacional x Cruzeiro = Cruzeiro, destaque pro Kleber gladiador
Universidad do Chile x Alianza Lima =  Alianza, os peruanos com cara de zebra

Abraços,
Daniel Machado

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Vai começar o Campeonato Tocantinense 2010

Acompanhe logo, senão ele acaba, pois tem duração de apenas dois meses!

Com orçamento bem mais modesto do que os grandes clubes do país, o futebol tocantinense é, obviamente, considerado “pobre”. Os clubes fazem “times de verão”, de apenas uma temporada. Dos oito concorrentes, apenas quatro investem, mais ou menos, em categorias de base, enquanto os outros apostam nas contratações de jogadores oriundos do Maranhão, Bahia, Pará e Goiás. No Tocantins o salário dos jogadores é um grande problema, pois chegam a ocorrer atrasos de 60, 90 ou até 180 dias.  Às vezes, sequer são pagos. Os dirigentes são amadores e vitalícios nos clubes.

Veja a previsão do desempenho de cada um dos clubes para a disputa do campeonato (ou torneio de verão):

Araguaína (Tourão do Norte)
Tem a maior torcida do Estado. Atual campeão, representante do Estado na Copa do Brasil e na Série D, quer levar o caneco novamente. Para isso, o time vem com a mesma organização, planejamento financeiro e diretoria que o levou ao título do ano passado. Porém, o técnico Pedrinho Rocha (primeiro ano no Estado) deve cair nas primeiras rodadas. O Tourão do Norte contratou, no papel, os melhores jogadores, mas acho que a defesa é o ponto fraco. Mesmo com dinheiro e torcida, seu grande erro está nas contrações equivocadas. Se não for campeão, para mim não será nenhuma novidade. Vai brigar pelo titulo, mas a decepção poderá ser grande.

Gurupi (Camaleão do Sul)
Sempre uma força a ser observada. O Gurupi é treinado por Roberto Oliveira, oriundo do futebol goiano, técnico com dois títulos tocantinense e um vice-campeonato. Tem jogadores experientes e com títulos na bagagem. Armado com uma defesa bem postada, pensando em vitórias objetivas, sem dar espetáculo. O Cameleão do Sul vai chegar. Favorito ao titulo, deve estar na grande final. Anote aí.

Interporto
Time de tradição da cidade histórica de Porto Nacional. Destaque para sua torcida. É treinado pelo jovem Jonai Lopes, treinador tocantinense. Vai ser um time bom de se ver jogar. Em campo, o toque de bola vai ser o lema do time. No elenco, jogadores rodados pelo futebol tocantinense, conhecedores da região, como o zagueiro Marrequete, o meio-campo Matera e o veterano atacante Alexandre.  Favorito ao título.

Palmas
O nome, claro, é uma referência à capital. O maior campeão do Tocantins já revelou grandes jogadores (!), como Ferdinando (Grêmio), Moacri (Brasiliense) e Lucca (Cricíuma). Mas isso foi no passado. De uma torcida elitizada, composta por políticos da capital, hoje o Palmas é treinado por Paulo Mendes, primeiro clube como profissional e novato no Estado. No elenco jogadores desconhecidos e apostas. O fator extracampo (leia-se falta de dinheiro) pode prejudicar o time. Paciência, isso a torcida vai ter que ter. O projeto de renovação do Palmas é de longo prazo, então esse ano não pode se esperar muita coisa.

Paraíso
Mais conhecido como Intercap. Já caiu antes de começar o campeonato, pois aposta nos treinadores José Toninho dos Santos e Nivaldo Fonseca. Isso mesmo, tem dois treinadores (a Suécia na Copa de 2002 tinha três). No elenco, muitas apostas, todos desconhecedores do nosso futebol. Até os novatos entenderem como funciona o futebol tocantinense, vai ser tarde. Quando acordar vai estar quase rebaixado e vai freqüentar a zona do rebaixamento o campeonato todo. Já está na segunda divisão. Anote aí.

São José
Depois de amargar a queda para a Série B do fraco Campeonato Tocantinense, o São José voltou com tudo e tenta se manter na divisão de elite. Acho que está entre as menores torcidas do mundo. A aposta é manter o trabalho do ano passado, que deu acesso à primeira divisão, desde os jogadores até, principalmente, o treinador Tomaz Abreu, que é tocantinense, oriundo de um bom trabalho nas categorias de base do futebol do Estado. O feijão com arroz do São José vai incomodar. Vai ser a grande surpresa do campeonato.

Tocantinópolis
Forte no passado, o Verdão do Bico tenta retomar o status em 2010. É um time que costuma incomodar. Mas há alguns anos anda devendo a sua torcida apaixonada. Tem um dos melhores estádios do interior, o Ribeirão. No comando o ex-goleiro Ronilson, que aposta nos jogadores do futebol do Maranhão. Alguns já jogaram aqui no Estado. Atletas que no currículo não tem nenhum título. Vai ficar no meio do caminho, oscilando no meio da competição.

Tubarão
Clube da capital. O time conta com uma torcida nova, apaixonada,  que se acha rival do Palmas. Categoria de base é uma palavra desconhecida no clube – aliás, é um clube de verão.  Aposta no treinador Gil Fernandes, com passagens pelo futebol tocantinense. Vai ter vários problemas, entre eles início da pré-temporada atrasada, contratações erradas de jogadores e a questão financeira, pois as dívidas já vêm aumentando dos anos anteriores. Então, seja bem-vindo à Segunda Divisão.

Abraços,
Anderson Fonseca

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A chance de voltar a ser grande

 Morei no Uruguai muitos anos, o meu pai e uruguaio e um dos meus dois irmãos também. De Montevidéu lembro uma cidade diferente, em especial quando comparação com Palmas, no Tocantins. Há muitos anos não vou ao Uruguai.

Alias, hoje, eu sou casado, acabei de ver a minha querida filha nascer e a visita ao país vizinho (do RS, pelo menos) é apenas um plano sem data marcada. A distância, porém, nunca me afastou definitivamente do país, o qual eu tenho um grande apreço e, quem saiba, volte a morar.

O Uruguai é um país pequeno, com pouco mais de 3,5 milhões de habitantes. Mesmo assim, já foi um gigante do futebol. Duas vezes campeão do mundo (1930-1950), os uruguaios ainda tem dois títulos olímpicos. As grandes glórias, porém, estão muito no passado. Há muito tempo o Uruguai não faz boa Copa do Mundo. Inclusive, os celestes ficaram foram dos mundiais de 1994, de 1998 e de 2006. Para completar, em 2002 a vaga só veio na repescagem contra a Austrália. Hoje, 14 de outubro de 2009, a seleção uruguaia tem a chance histórica de dar um passa para voltar ao clube das grandes seleções.

Na sua casa, o estádio Centenário, em Montevidéu, a Celeste recebe a Argentina precisa de uma vitória simples para se garantir na Copa de 2010, na África do Sul. O palco ao poderia ser melhor, pois lá o Uruguai venceu sua primeira Copa, no já longínquo ano de 1930, exatamente contra a Argentina. Empate ou derrota podem deixar o Uruguai fora até mesmo da repescagem. Por isso, depois de tantas frustrações, tantos “azares”, tantas derrotas, a hora de vencer é agora.

Em 19950, o Uruguai levantou a taça

Em 19950, o Uruguai levantou a taça

O povo uruguaio ama o futebol. Juntos, seus dois principais clubes, Nacional e Peñarol, têm oito libertadores somadas e seis mundiais. Porém, há mais de 20 anos a população uruguaia sofre com dirigentes ruins, crise econômica e um futebol em decadência técnica. Isso faz com que as pessoas, aos poucos, se afastem e tenham menos apreço pelo futebol.

Porém, como o esporte sempre dá revanches, hoje o final pode ser diferente. O estádio estará completamente lotado. O Uruguai, hoje, tem a chance de voltar a ser respeitado e temido.

Abraços,
Daniel Machado

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Eu vi ao vivo (2)

Durante a nossa vida, temos algumas chances de presenciar momentos históricos. Às vezes, as condições financeiras propiciam estarmos no local do evento, seja uma partida de futebol, um show ou uma festa eleitoral. Em outras oportunidades, as chances de viver a história são na televisão.

O domingo 5 de julho deste ano foi um desses momentos. Nesse dia eu, que estou trabalhando muito neste último mês e ando preocupado com uma série de coisas (dinheiro, a filha que está por vir, o meu futuro e etc.), acordo com a clara intenção, dentre outras coisas, de ver a história acontecer.

O placo não poderia ser melhor. Londres, Wibledon, Inglaterra. Contudo, diga-se de passagem, o esporte não é dos mais populares. Alias, embora considerado nobre, não tem tanta repercussão em canais abertos e poucas pessoas falam do feito nas ruas, seja aqui em Palmas, ou em qualquer outro lugar do Brasil.

Porém, era um dia histórico. Cheguei a comentar sobre o jogo com a minha esposa e com alguns amigos. Poucos, porém, deram alguma importância. Alias, a exceção quando do Márcio (que deixou de ver a grande parte da partida), sócio do blog, o assunto parecia ser restrito a mim.

Bom, falo (ou seria escrevo) da final de Wimbledon deste ano, quando o suíço Roger Federer enfrentou o norte-americano Andy Roddick, pela final do torneio. A vitória de Federer transformou ele no maior tenista de todos os tempos. Os números não mentem. Ele venceu mais grand slans, chegou a mais finais, voltou a ser o número 1 do mundo no ranking, tem o recorde de semanas consecutivas no posto, além de possuir outras 47 marcas que podem ser conferidas aqui.

Federer sempre foi o melhor; agora, ele apresenta números incontestáveis
Federer sempre foi o melhor; agora, ele apresenta números incontestáveis

A partida final foi uma batalha memorável. O Roddick, que se destaca pelo forte saque, fez menos aces, mas jogou como nunca. Federer teve sorte em momentos pontuais e não parecia ser aquele fenômeno, que supera os adversários com facilidade e, fazendo uma comparação rude, parece ser o Zidane da quadra de tênis.

Mesmo assim, o suíço levou a melhor e entrou para história. A excessão do primeiro set, que eu não acompanhei na totalidade, vi todo o resto do jogo, até o final. Foram 4 horas e 16 minutos de jogo. Os prcias ficaram em 5/7, 7/6(6), 7/6(3), 3/6, 16/14.  Isto mesmo, o último set, que não tem tie-break, teve nada menos do que 30 intermináveis games.

Valeu a pena. Eu vi a história.

O título do post remate ao primeiro do blog após apresentação.

A foto é do site do Torneio de Wimbledon.

Abraços,
Daniel Machado

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Tive que fazer

Como vocês sabem, eu sou jornalista. Trabalho no Jornal do Tocantins e atuou, também, como assessor de comunicação da CDL de Palmas. Esta quinta-feira, 9 de julho, foi ruim e diferente no final do dia.

Eu sou repórter da editoria de política, mas, neste mês, estou de editor interino de esporte, substituindo o colega Reinaldo Cisterna que está de férias. Na quinta-feira, o Internacional, o meu clube e também dos demais sócios deste blog, jogou a segunda final da Recopa-Sul Americana contra a LDU do Equador. O jogo foi em Quito, no Estádio Casa Blanca. Além da altitude de mais de 2.800 metros, o time da LDU é qualificado e contou com uma torcida empolgada e barulhenta.

Para completar, o Inter, embora líder do Campeonato Brasileiro, não vive boa fase técnica, com a defesa falhando muito e dois dos seus principais jogadores, D’Alessandro e Taison, jogando muito pouco.

Como se não bastasse tudo isso, o Inter já havia perdido o primeiro jogo em casa, pelo placar de 1 x 0, ou seja, o adversário jogava pelo empate. Quase como se fosse uma batalha perdida.

 Eu olhei o jogo no jornal, “sozinho”, sem a companhia da galera colorada na Adega do Cláudio.

A LDU, com facilidade, superou o Inter pelo placar de 3 x 0. O time colorado parecia uma caricatura do que já foi neste primeiro semestre de 2009. Acabou inapelavelmente abatido pelos equatorianos. Depois da surra, tive de editar a página 10 de esporte, com a matéria da Agência Estado (AE) – agência que o Jornal do Tocantins é cliente para as reportagens nacionais e internacionais. A matéria já destacava a vitória do adversário. Na página, reservei um espaço grande para a final da Recopa. Coloquei uma boa foto da comemoração do primeiro gol equatoriano.

Nem Nilmar brilhou no jogo desta quinta-feira, no Estádio Casa Blanca

Nem Nilmar brilhou no jogo desta quinta-feira, no Estádio Casa Blanca

Fiz um título destacando o título da LDU. Na linha de apoio (“olho” para alguns jornalistas), outra frase destacando a superioridade do time da LDU e o placar de 3 x 0. Algo, que realmente, não queria ter feito.

Diferentemente da final da Copa do Brasil, onde fomos superados pelo Corinthians, a derrota para a LDU pareceu mais triste pela melancolia. Sem adversário do país do outro lado, nós colorados fomos acachapados e ficamos com aquele sentimento de impotência, como se tivéssemos torcendo para um time sem alma, sem indignação.

Foi uma página que nunca queria ter feito.

A foto é de Alexandre Lops, da Assessoria de Comunicação do Inter.

Abraços,
Daniel Machado

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