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Refletindo sobre o “caso Oscar” e a liberdade dos jogadores de futebol

Oscar, meia do SC Internacional (Lucas Uebel/VIPCOMM/Divulgação)

O embate judicial envolvendo o São Paulo FC, o jovem meia Oscar e, mais recentemente, o SC Internacional, nos incentiva refletir sobre a real extensão da liberdade que possui um jogador de futebol, enquanto trabalhador. O fato é que, como em tantos outros casos, nos parece que a realidade das relações sociais não está correspondendo aos direitos que são garantidos pelo arcabouço legal vigente em nosso país.

Para quem ainda não sabe, no final de 2009, aos 18 anos, Oscar ingressou com ação na Justiça do Trabalho contra o São Paulo, alegando que, aos 16 anos, em 2007, teria sido coagido pela diretoria do tricolor paulista a emancipar-se para poder assinar um contrato de cinco anos. Na ocasião, argumentou também que seus salários e FGTS estariam atrasados desde setembro de 2008. Oscar obteve uma liminar na primeira instância, tornando-se dono de seus “direitos federativos”. Após seis meses de tentativas de acordo e novas disputas judiciais, em junho de 2010 o promissor meia assinou com o Internacional.

No Inter, Oscar foi ganhando espaço aos poucos, até que, em 2011, tornou-se titular, disputando o Campeonato Gaúcho, a Taça Libertadores da América, a Recopa Sul-Americana e o Brasileirão. Sua belas atuações o valorizaram muito no chamado “mercado da bola”, resultando, inclusive, em convocações para a Seleção Brasileira. Até recentemente era tido como nome certo para as Olimpíadas de Londres. No começo da temporada de 2012 vinha ganhando cada vez mais protagonismo no meio-campo colorado, dividindo com o ídolo D’Alessandro a tarefa de armação de jogadas.

Tal trajetória ascendente foi interrompida em março, quando os desembargadores da 16ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo deram, por unanimidade (3×0), provimento ao recurso do tricolor paulista. Determinou-se, assim, o reestabelecimento do contrato assinado em 2007, o qual acabaria em dezembro de 2012.

Ocorre, todavia, que o atleta deixou claro que não pretende voltar a atuar no São Paulo. No contexto de um novo recurso que foi apresentado ao TST e ainda não foi julgado, surgiu uma discussão, fortemente repercutida pela mídia, acerca da possibilidade do jogador e seu atual clube pagarem o valor da cláusula penal acertada no contrato de 2007 – aproximadamente R$ 9 milhões. O clube paulista insiste que não quer acordo, pois o que pretende é que o jogador retorne a suas fileiras. É a partir daí que podemos refletir se não se está, num certo sentido, remontando aos tempos de quase escravidão da chamada “Lei do Passe”.

O passe era definido pela legislação como a importância devida por um clube ao outro pela cessão do atleta profissional durante a vigência do contrato ou após a extinção deste.

Na prática, significava que o atleta mantinha seu vínculo com a entidade de prática desportiva que o formou, “pertencendo” a esta, que poderia vendê-lo a outro clube, ainda que não houvesse contrato de trabalho vigente. O instituto foi criado com o objetivo de impedir o aliciamento e a concorrência desleal na contratação de jogadores.

Com o advento da Constituição Federal de 1988, o passe passou a ser objeto de muitas críticas, uma vez que violava a liberdade de trabalhar e contratar, uma vez que o atleta, após cumprir integralmente um contrato de trabalho não podia, quase nunca, exigir o atestado liberatório, configurando-se, assim, uma espécie de escravidão.

Buscando um maior equilíbrio nas relações entre atletas e clubes, em 1998 a Lei Pelé extinguiu o passe, criando um novo instituto, a que chamou de “cláusula penal desportiva”, que muitos consideram uma verdadeira “carta de alforria” dos atletas brasileiros.

A cláusula penal é instituto originário do direito civil, que se apresenta como meio de que se servem os sujeitos do contrato para garantir a responsabilidade pela inadimplência da obrigação contratual.

No campo do direito desportivo a cláusula penal foi um marco, pois, por um lado, dava aos clubes a proteção que estes queriam, em decorrência dos altos investimentos realizados. Por outro lado, os atletas passaram a estar vinculados ao clube apenas pelo contrato de trabalho, tendo garantido assim o direito de exercer sua profissão, podendo jogar onde quisessem, quando quisessem.

Pois foi justamente com este entendimento que, apesar de sucessivas manifestações dos representantes do São Paulo afirmando que Oscar teria que, obrigatoriamente, retornar ao clube, o ministro do TST Guilherme Caputo Bastos concedeu habeas corpus favorável ao atleta. São bastante significativas, neste contexto, as palavras do magistrado no seguinte trecho de sua decisão: “(…) a obrigatoriedade da prestação de serviços a determinado empregador nos remete aos tempos de escravidão e servidão, épocas incompatíveis com a existência do Direito do Trabalho, nas quais não havia a subordinação jurídica daquele que trabalhava, mas sim a sua sujeição pessoal. Ora, a liberdade, em suas várias dimensões, é elemento indispensável ao Direito do Trabalho, bem como a ‘a existência do trabalho livre (isto é, juridicamente livre) é pressuposto histórico-material do surgimento do trabalho subordinado (e via de consequência, da relação empregatícia)”.

A análise do caso Oscar explicita, de forma bastante intensa, a discrepância que existe entre as normas jurídicas e a prática social, e força, mesmo aos olhares mais apaixonados, uma desnaturalização da “normalidade” de certas relações ainda hoje vigentes entre jogadores de futebol e os clubes aos quais estão vinculados.

Abraços,

Marcio Santos e Camylla Montandon

P.S.: Camylla Montandon recentemente defendeu monografia de conclusão do curso de Direito intitulada
“Aplicabilidade da Cláusula Compensatória Desportiva instituída pela Lei Nº 12.395/2011”

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Analisando La Copa: a fase de grupos se aproxima do final

Há muito tempo sem um post, o blog volta, hoje, pouco antes do início quinta rodada da segunda fase (oficialmente, a primeira fase é o que, no Brasil, chamamos de Pré-Libertadores) da Taça Santander Libertadores, a Libertadores de América.
Em vez de opinião, o signatário deste post irá se concentrar em informação. Os pouquíssimos leitores podem conferir como os times podem se classificar com uma rodada de antecipação.
Grupo 1
CLASSIFICAÇÃO
P
J
V
E
D
GP
GC
SG
%
1
Santos
9
4
3
0
1
9
4
5
75
2
Internacional
7
4
2
1
1
9
4
5
58.3
3
The Strongest
7
4
2
1
1
5
8
-3
58.3
4
Juan Aurich
0
4
0
0
4
2
9
-7
0
No Grupo 1, esta quinta rodada tem o Inter recebendo o Santos, no Beira Rio, em Porto Alegre, com a presença do amigo @marciomsantos no estádio, nesta quarta-feira, às 21h50. Uma vitória da esquadra de Neymar, o melhor jogador brasileiro, classifica o Santos, que iria a 12 pontos, por antecipação.
Segundo colocado do grupo, o Inter se classifica se vencer e os bolivianos do The Strongest não superarem, na quinta-feira, no Peru, o Juan Aurich, pior time da Libertadores, sem um mísero pontinho.
Caso perca, o Inter (o signatário do post torce muito para que isso não ocorra) pode se complicar muito se o The Strongest vencer os peruanos.
Jogos que faltam
Internacional x Santos – 04/04, às 21:50
Juan Aurich x The Strongest – 05/04, às 22:30
Santos x The Strongest – 19/04, às 19:45
Juan Aurich x Internacional – 19/04, às 19:45
Grupo 2
CLASSIFICAÇÃO
P
J
V
E
D
GP
GC
SG
%
1
Lanús
7
4
2
1
1
5
3
2
58.3
2
Olimpia
7
4
2
1
1
8
7
1
58.3
3
Flamengo
5
4
1
2
1
7
7
0
41.7
4
Emelec
3
4
1
0
3
1
4
-3
25
Líderes com sete pontos cada, Lanús e Olimpia podem se classificar na rodada que se inicia hoje e termina nesta quarta-feira. Os clubes, porém, não dependem só de si para isso. No enfrentamento de hoje às 19h45, tanto argentinos quanto paraguaios têm que vencer e, na quarta-feira, torcer para que o Flamengo não vença o Emelec, lanterna do grupo, no Equador. O grupo, entretanto, é muito equilibrado e, por isso, ao mesmo tempo em que podem garantir classificação por antecipação, Lanús e Olimpia podem ficar em situação complicadíssima com uma eventual derrota e vitória do Flamengo, sobretudo no caso dos argentinos. Caso Lanús perca em casa hoje e o Flamengo vença amanhã, na última rodada, no dia 12 de abril, o time de Buenos Aires será obrigado a vencer o Flamengo no Rio de Janeiro.
O fato curioso do grupo é a possibilidade de Flamengo, Olimpia e Lanús chegarem à última rodada empatados com oito pontos. Basta que os cariocas vençam e a outra partida termine empatada.
Jogos que faltam
Lanús x Olimpia – 03/04, às 19:45
Emelec x Flamengo – 04/04, às 21:50
Olimpia x Emelec – 12/04, às 19:30
Flamengo x Lanús – 12/04, às 19:30
Grupo 3
CLASSIFICAÇÃO
P
J
V
E
D
GP
GC
SG
%
1
Unión Española
7
4
2
1
1
7
4
3
58.3
2
Bolívar
7
4
2
1
1
5
5
0
58.3
3
Universidad Católica
6
4
1
3
0
6
5
1
50
4
Junior Barranquilla
1
4
0
1
3
3
7
-4
8.3
Briga acirrada entre os três primeiros colocados. Tanto o Unión Española, quanto Bolívar, que jogam entre si, podem se classificar na rodada que só termina na semana que vem (vai entender essa Confederação Sulamericana). Para se classificar, esses times têm que vencer e torcer para que o Universidad Católica seja derrotado pelo virtualmente eliminado Junior Barranquilla na Colômbia. O detalhe do grupo é que se o Universidad Católica ganhar do Júnior pode passar de terceiro para líder, desde que a outra partida termine empatada.
Jogos que faltam
Junior Barranquilla x Universidad Católica – 04/04, às 21:50
Unión Española x Bolívar – 10/04, às 20:45
Bolívar x Universidad Católica -17/04, 22:30
Junior Barranquilla x Unión Española -17/04, 22:30
Grupo 4
CLASSIFICAÇÃO
P
J
V
E
D
GP
GC
SG
%
1
Fluminense
12
4
4
0
0
5
1
4
100
2
Boca Juniors
7
4
2
1
1
5
3
2
58.3
3
Arsenal de Sarandí
3
4
1
0
3
4
5
-1
25
4
Zamora
1
4
0
1
3
0
5
-5
8.3
No grupo que não terá jogos nesta semana, a situação parece estar quase definida. Melhor time da Libertadores, único com 100% de aproveitamento, e um dos dois únicos invictos (o outro é o Atlético Nacional da Colômbia) o Fluminense se classificou com duas rodadas de antecipação. Em segundo lugar, o Boca Juniors se classifica se vencer o Fluminense no Rio de Janeiro. Caso perca, ainda assim se classifica se o Arsenal for derrotado pelo Zamora. Mesmo que dê tudo errado para o Boca na quinta rodada, com derrota no RJ e vitória do conterrâneo argentino fora de casa contra o Zamora, a situação ainda será confortável, porque o papão de títulos da América só precisará de uma vitória simples, em casa, contra os venezuelanos, na última partida, para se classificar.
Jogos que faltam
Zamora x Arsenal -10/04, às 19:45
Fluminense x Boca Juniors -11/04, às 22:00
Boca x Zamora – 18/04, às 19:30
Arsenal x Fluminense -18/04, às 19:30
Grupo 5
CLASSIFICAÇÃO
P
J
V
E
D
GP
GC
SG
%
1
Libertad
7
4
2
1
1
7
5
2
58.3
1
Vasco
7
4
2
1
1
7
5
2
58.3
3
Nacional-URU
6
4
2
0
2
4
4
0
50
4
Alianza Lima
3
4
1
0
3
4
8
-4
25
Vitórias combinadas de Libertad e Vasco nesta semana classificam automaticamente os dois times para a etapa seguinte da competição independente da última rodada. O Vasco, no entanto, não está em uma situação fácil. Os cariocas jogam as suas últimas duas partidas fora de casa e com grandes riscos de ter que decidir o seu futuro em uma partida contra o tradicional Nacional, tricampeão da Libertadores, em Montevidéu.
Jogos que faltam
Alianza x Vasco -03/04, às 22:00
Libertada x Nacional -05/03, às 20:15
Nacional x Vasco -12/04, às 21:50
Alianza x Libertad -12/04, às 21:50
Grupo 6
CLASSIFICAÇÃO
P
J
V
E
D
GP
GC
SG
%
1
Corinthians
8
4
2
2
0
4
1
3
66.7
2
Cruz Azul
7
4
2
1
1
6
2
4
58.3
3
Nacional-PAR
4
4
1
1
2
4
6
-2
33.3
4
Deportivo Táchira
2
4
0
2
2
3
8
-5
16.7
Detentora dos direitos de televisão em TV aberta para o Brasil, a Globo marcou todos os seis jogos do Corinthians para quartas-feiras às 21h50 (22h), visando transmiti-los para boa pare do Brasil. Nesse grupo, os paulista se classificam nesta rodada se vencerem ou empatarem com o Nacional paraguaio. O Cruz Azul, La Maquina Cementera, também se classifica se vencer sua partida e o Nacional paraguaio não superar o Corinthians.
Jogos que faltam
Táchira x Cruz Azul -03/04, às 22:00
Nacional x Corinthians -11/04, às 22:00
Corinthians x Táchira -11/04, às 21:50
 Cruz Azul x Nacional -11/04, às 21:50
Grupo 7
CLASSIFICAÇÃO P J V E D GP GC SG %
1
Vélez Sarsfield
9
4
3
0
1
7
3
4
75
2
Defensor
6
4
2
0
2
3
4
-1
50
3
Deportivo Quito
4
4
1
1
2
4
4
0
33.3
4
Chivas Guadalajara
4
4
1
1
2
2
5
-3
33.
Caso vençam seus confrontos na próxima semana, Vélez e Defensor já estarão classificados. Caso os uruguaios consigam ao menos empatar na altitude de Quito, bastará aos argentinos de Liniers manter a igualdade com os mexicanos na grama sintética do estádio Omnilife. Considerando a dificuldade dos próximos confrontos, ambos fora de casa, não podemos estranhar se o Defensor acabar fora da próxima fase.
Jogos que faltam
Deportivo Quito x Defensor – 10/04, às 17:30
Chivas Guadalajara x Vélez Sarsfield – 11/04 às 18:45
Deportivo Quito x Chivas Guadalajara – 17/04 às 21:15
Vélez Sarsfield x Defensor – 17/04 às 21:15
Grupo 8
CLASSIFICAÇÃO P J V E D GP GC SG %
1
Nacional de Medellín
8
4
2
2
0
12
6
6
66.7
2
Universidad de Chile
7
4
2
1
1
8
5
3
58.3
3
Godoy Cruz
5
4
1
2
1
8
11
-3
41.7
4
Peñarol
1
4
0
1
3
2
8
-6
8.3
Não pode passar em branco, aqui, a precoce eliminação do Peñarol, pentacampeão da América e finalista da última edição da maior competição de futebol do nosso continente. O Nacional de Medellin, um dos únicos invictos, juntamente com o Fluminense, se classifica se vencer os uruguaios na Colômbia. Esta é a mesma situação de La U, time que encantou o continente no ano passado com o futebol apresentado na campanha que o levou ao título da Copa Sul-Americana: caso vençam o Godoy Cruz em Mendoza também terão assegurada sua vaga nas oitavas de final. Se forem derrotados, os chilenos terão que vencer o difícil confronto com os colombianos em Santiago na última rodada, além de torcer para que os argentinos não vençam o Peñarol em Montevidéu.
Jogos que faltam
Godoy Cruz x Universidad de Chile – 04/04 às 19:30
Nacional de Medellin x Peñarol – 11/04 às 21:00
Universidad de Chile x Nacional de Medellin – 19/04 às 22:00
Peñarol x Godoy Cruz – 19/04 às 22:00
Sigamos libertando a América.
Abraços,
Daniel Machado
– com a colaboração de Marcio Santos

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A hora e a vez de Celso Roth…

[Nota do editor: Para compensar a inatividade dos titulares deste blog, eis aí, às vésperas do JOGO DO ANO, mais uma colaboração de nosso amigo (apesar de gremista) Tom Madalena]

…se aproxima. Contratado pelo Inter para as semifinais da Libertadores da América, a impressão é que ele saiu do Grêmio ontem… na primeira fase de grupos da Libertadores 2009, para voltar agora, com tratamento vip na ante-sala da final de 2010. Sua contratação foi surpreendente. Não era um nome cogitado na imprensa. De certa forma, sua saída do Grêmio também foi uma surpresa. Afinal foi ele o responsável por montar um time vice-campeão do Brasil em 2008 (que só não ganhou o título, resguardado o mérito do São Paulo, por incompetência da direção, que manteve uma eleição no meio do campeonato e, sobretudo, precisando de um centroavante, trouxe Richard Morales que, aos 36 anos, estava se aposentando!) E saiu do Grêmio não porque perdia jogos na Libertadores e sim por causa de umas derrotas em Grenais, para um time que lhe era superior. Como continua sendo, diga-se a bem da verdade.

Então, chegou a hora e a vez de Celso Roth. A hora de sabermos se ele traz uma estrela escondida ou se é mesmo um azarado. A hipótese aqui é simples. Parte do pressuposto de que o Inter amassa o São Paulo e o Chivas ao Universidad do Chile.

Se tem estrela, ele ganha a Libertadores. Se é azarado, veremos o Internacional sendo o primeiro time da América a ir representar o continente no Mundial na condição de vice-campeão. Sim, pois no caso do Chivas campeão, ele leva o caneco, põe a faixa, mas não representa a América. Então vai o vice. Imaginem a cena final, Inter bi campeão do mundo e vice campeão da América. Algo surreal, mas que tem chances de acontecer. Se Celso Roth for azarado! Disso saberemos em breve.

Para terminar e não ficar em cima do muro… estou desconfiado de que (até para dar um tempero especial à rivalidade Grenal) o Inter vai ser bicampeão do mundo… e que os mexicanos vão tomar todas as Tequilas e quando acabar, bom eles vão começar a esvaziar as de Chivas 12 anos…

Torcer não é o caso, não é a palavra (só se aplica ao nosso time, no caso o Grêmio) mas espero que o Inter passe pelo São Paulo. E claro que em uma final contra a Inter de Milão também assisto o jogo com a expectativa que o da América vença. Por dois motivos, o primeiro a memória afetiva da minha mãe contente com o primeiro título brasileiro em 1975. Morávamos em São Paulo e a distância ajuda a ver a rivalidade de outra forma. Compartilhei da alegria dela. O segundo, é que do meu ponto de vista a rivalidade tem que servir para puxar para cima. O Grêmio que tome jeito e saiba montar times para ganhar títulos importantes.

P S. O leitor atento pode acusar o autor de falta de lógica. Afinal que azar é esse de se tornar bi-campeão do mundo? Vamos por partes. Primeiro, tratamos desse momento, a Libertadores. E claro que a sorte e o azar gostam de brincar com o tempo… É claro que no caso apresentado, um lance de azar se transforma em sorte mais à frente. Sorte do Internacional… e de Roth que, se estiver no comando, se revelará um azarado sortudo.

Antônio Madalena

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Melhor centroavante da Copa é uruguaio. Goleiro revelação também. E são o mesmo jogador!

[Note do editor]: No dia em que o Uruguai enfrentará a Holanda num jogo que esperamos seja tão épico como foi o confronto com Gana, publicamos uma colaboração do grande amigo Antônio Madalena, popularmente conhecido como Tom. Como o texto condiz perfeitamente com o espírito do Golpe de Cabeça, chegamos ao cúmulo de aceitar a colaboração de um gremista para um blog de colorados. Esperamos que nossos cinco leitores gostem!

Maneira correta de comemorar gols

Suárez, o centroavante uruguaio é disparado o melhor centroavante da Copa. Essa história de melhor é sempre discutível. Mas nesse caso os fatos ultrapassam toda possibilidade de discussão. E também aquela história de goleador da Copa não quer dizer nada. É só estatística.

Um centroavante deve fazer gols. Não se exige que seja sempre, a toda hora. Basta uma certa constância, a que se dá o nome de regularidade, e que esse padrão seja pontuado por gols importantes, decisivos. E Suárez fez gols decisivos, sobretudo o que levou nosso querido país vizinho das oitavas para as quartas.

Quartas de final contra o bom time de Gana, o que se esperava? Óbvio. Gols de Suárez. E é aí que Suárez se supera. Ele se revela o goleiro da Copa. Com duas rodadas antes da final. De forma decisiva e resoluta, como deve ser para um herói, nesses tempos de mais ou menos e muita enganação, Suarez defende duas vezes. Afinal, na primeira defesa, por um vício de centroavante, ele deu um chute na bola. Esqueceu que estava na sua área e que tinha um monte de ganenses loucos e sedentos para pegar a Jabulani de jeito. Pois um pegou e já contava com o gol quando Suárez, inabalável, resoluto, estende a mão e faz uma defesa sensacional, no alto, quase junto ao poste superior. Uma bola verdadeiramente difícil! Dificílima. A mais sensacional defesa da Copa, embora duvide que a FIFA vá colocá-la no filme oficial de 2010. O juiz, obediente às normas, expulsa Suarez, não permitindo que ele veja como testemunha plena o que acontece. É um Suárez ainda melancólico, caminhando para o vestiário, que ouve e vê pelo telão o que os deuses do futebol tinham reservado a ele.

E o que os Deuses do futebol (esses mesmos que fiéis à justiça mandaram o Brasil de volta para casa, para o bem do nosso futebol, diga-se) decretaram é que Suárez é o novo herói uruguaio. A merecer muitas homenagens, nome em escolas, estátuas ao lado de algumas do general Artigas… (Quem conhece o Uruguai sabe que nossos hermanos são dados a colocar o general e seu cavalo em quase que todas as praças. Bom, será divertido encontrar Suárez ao lado do general.)

Agora é torcer pela celeste. Torço muito pelo Uruguai. Bom, claro, depois de tudo isso, o leitor deve estar pensando que torço por vitórias espetaculares. Claro que não! Torço por pênaltis. Um zero a zero sofrido contra a Holanda está de bom tamanho. A Holanda pode até chutar umas bolas na trave. Mas, ao final da prorrogação, pênaltis. E aí, claro, Uruguai! Por favor, alguém lembre ao Loco Abreu para fazer diferente. E depois a Alemanha provavelmente. É até de lamentar, pois ninguém jogou futebol tão bonito nessa copa quanto eles… Mas fazer o quê… Com o Uruguai pela frente as coisas são diferentes… Ou, melhor dizendo, encardidas. As coisas são encardidas. Um 1×1 para dar alguma emoção aos 120 minutos regulamentares está de bom tamanho. Claro, a Alemanha saindo na frente logo de inácio, passando o jogo com mais duas, três chances de aumentar… essas coisas que tornam um bom jogo dramático. E aí, pelos trinta do segundo tempo, o empate em alguma bola chorada na área alemã. E vamos aos pênaltis para glória do Uruguai. Que assim seja, se os Deuses do futebol assim quiserem.

E, imaginem, o Uruguai voltando ao Brasil, depois de 50, como campeão do mundo!

Antônio Madalena
Amante do futebol arte, apesar de gremista!

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Muito mais que um jogo

Jugar a morir

A partida entre Uruguai e Gana, disputada neste sábado em Johannesburgo, entrará, sem qualquer sombra de dúvida, para a história das Copas do Mundo. Qualquer pessoa que tenha acompanhado ao menos os minutos finais do embate teve uma lição completa sobre as razões que fazem do futebol muito mais que um jogo. Os uruguaios, bicampeões do mundo, porém há anos enfrentando o ostracismo e a decadência, num certo sentido reflexo da estagnação econômica do país, contra a última seleção do continente africano ainda remanescente na competição. Atletas que, em sua maioria, não são protagonistas em seus clubes, apesar de há muito atuarem longe de seus países. Um confronto complicado, onde duas equipes conscientes de suas limitações as superam com garra e disposição comoventes. No primeiro tempo, o gol de Gana, num arremate longo de Muntari; no segundo, os uruguaios empatam com um tirambaço cheio de efeito de Forlán, somatório da qualidade do jogador com as loucuras da famigerada bola Jabulani. Um prorrogação onde o desgaste dos orientales aparentemente daria vantagem aos africanos, melhor preparados fisicamente. Todavia, quando se joga com o coração, todos os limites são superáveis: mais 30 minutos de um jogo parelho e combatido em todos os recantos do gramado. Aproxima-se o final do tempo extra e deixamos de presenciar uma partida de futebol, passando a assistir a história do esporte, bem em frente aos nossos olhos.

Falta duvidosa, nas proximidades da área uruguaia. Os ganenses jogam a pelota para o meio do tumulto, bate e rebate, o gol parece certo… Eis que Luis Suárez, jovem goleador celeste, num ato desesperado daqueles que sabem o significado da expressão jugar a morir, mete a mão na bola, tal qual um arqueiro, simplesmente porque não havia nada mais a fazer. A marcação do pênalti é corretíssima, assim como a expulsão. Trocou-se um gol pela esperança. Asamoah Gyan, o bom centroavante de Gana, possivelmente o melhor jogador africano na Copa 2010, tem a responsabilidade de marcar e colocar sua seleção nas semi-finais. Segundos intermináveis de tensão e silêncio. A bola explode na trave. Alguma das tantas câmeras espalhadas pelo estádio flagra Suárez, até poucos instantes cabisbaixo e desolado, vibrando como se houvesse marcado um gol. Sim, ele não marcou, mas deu à sua seleção, ao seu país, a oportunidade de continuar acreditando na classificação. Valeu a pena: na decisão por pênaltis, duas defesas do guarda-metas Muslera, sacramentadas pela absolutamente debochada “cavadinha” na cobrança do avante Loco Abreu, colocaram o Uruguai nas semifinais da Copa do Mundo pela primeira vez desde 1970.

O Uruguai, um pequeno país quase do tamanho do vizinho estado brasileiro do Rio Grande do Sul, mas com um terço da população deste. São apenas 3,5 milhões de pessoas, e talvez um outro tanto destas espalhado mundo afora, pois a economia estagnada e a falta de perspectivas de trabalho levam os uruguaios a migrar para a Argentina, para a Austrália, para o Brasil, para os EUA, para a Europa,… Uma nação orgulhosa de suas tradições, porém constrangida por raramente poder se postar ao lado dos “grandes do mundo”, uma vez que suas glórias esportivas e sua pujança econômica ficaram num passado que se torna cada vez mais distante. Pois bem, o Uruguai está nas semi-finais da Copa do Mundo, enquanto gigantes cujas seleções são formadas por alguns dos mais badalados jogadores do planeta, como França, Itália e Brasil, estão de fora. Quando acontecem coisas assim, ainda por cima numa partida que lembraremos por décadas a fio, percebemos que estamos lidando com algo que transcende a esfera puramente esportiva. Em dias como este compreendo melhor os motivos que me levaram a ter uma paixão tão grande por este negócio, e lamento, bastante, por aqueles que, em sua ânsia de lutar contra os “ópios” que supostamente cegariam o “povo”, não conseguem enxergar a beleza e a poesia de momentos como este.

O esporte, em si, dá lições todos os dias. O futebol, paixão mundial, faz um pouco mais do que isso. Quem conhece o Uruguai, mesmo quem já viveu lá, mal consegue imaginar a alegria que povo daquele pequeno país localizado no sul da América do Sul está vivendo neste momeno.

Ser testestemunha de uma partida como esta não tem preço. O jogo, sem dúvida, deixa claro que, na vida, quando se quer um objetivo, é preciso acreditar até o fim na possibilidade de obter sucesso, por mais pequena e difícil que esta seja. A lição é nunca desistir, nem quando o placar é um a um e se tem um pênalti contra aos 18 minutos do segundo tempo da prorrogação…

Isso é a Copa do Mundo, meus amigos. Nada mais importa.

Abraços,
Marcio Santos

– com a colaboração de Daniel Machado

A foto acima foi retirada do site do jornal argentino La Nación

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Copa do Mundo: projeções, curiosidades, impressões e tudo mais

Amanhã e no sábado a 19ª Copado Mundo vai conhecer os seus quatro semifinalistas. A competição, que começou travada, está tendo grandes jogos e muitas emoções. Algumas surpresas e outras confirmações, como era de se esperar. O torneio, que acontece a cada quatro anos, não conta com elevadíssimo nível técnico, mas tampouco deixa a desejar.

Diferentemente do que pensam muitas pessoas, o futebol não é só apaixonante no Brasil e na América do Sul. A tristeza dos italianos com a campanha ridícula, o vexame dos franceses com o time desunido e  sem alma: estes sentimentos com certeza com certeza foram muito dolorosos para a população desses dois países. Até o povo dos Estados Unidos, que não têm no futebol seu esporte preferido, sofreu e sonhou com a sua seleção. Basta ver os índices recordes de audiência que os jogos equipe tiveram no país, superando até finais da NBA.

A Copa do Mundo da África do Sul é, também, a primeira a contar com transmissão de todos os jogos em canal aberto, em todo o território dos EUA. Conheço muitas pessoas que tratam o futebol e o esporte com desdém e, afirmo, sem medo de errar, que às vezes sinto pena delas, por não terem a oportunidade de apreciar uma partida como foi o confronto entre Alemanha e Inglaterra pelas oitavas-de-final da competição. O jogo teve lindos gols, falhas, erro clamoroso de arbitragem, emoção, olé, rivalidade e até lembranças as guerras mundiais, ou seja, foi uma partida carregada de história.

A alegria do povo sul-africano, também, não pode ser esquecida. Dentro das suas possibilidades, a população do país abraçou o torneio, os jogos e os torcedores dos outros países. Sem dúvida alguma, um espetáculo singular. Além disso, deixando um pouco de lado os gastos excessivos e o legado que o torneio vai deixar para o país, a copa serviu para unir, ainda mais, o povo do país, que foi massacrado por anos de segregação racial.

Meus palpites para as quartas-de-final, com cotação, são os seguintes:

Confrontos:

Brasil – 54%
Holanda – 46%

Uruguai – 55%
Gana – 45%

Alemanha – 55%
Argentina – 45%

Espanha – 65%
Paraguai – 35%

Ressalto, aqui, que estes palpites estão baseados no que os times apresentaram até agora, na minha torcida pessoal e na história de cada camiseta nas copas do mundo. Resumindo, são apenas palpites, com um embasamento no mínimo duvidoso.

Curiosidades

A Holanda foi a última seleção a fazer um gol de empate em copas do mundo contra o Brasil. Foi no 1 x 1 , nas semi-finais, em 1998. O gol foi um golpe de cabeça, anotado pelo centroavante Patrick Kluivert. Desde então, sempre que o Brasil sai ganhando vence e sequer leva o empate transitório.

O Brasil nunca sequer empatou com times africanos em copas do mundo. Então, se tiver semifinal contra Gana, aposte no Brasil sem qualquer receio.

A Alemanha, desde 1934, fica pelo menos entre os oito em copas do mundo.

A Alemanha jamais perdeu disputas de pênaltis em copas do mundo.

Nesta Copa, a Alemanha viu seu recorde de mais de 22 cobranças convertidas de pênaltis (contando desempates após a prorrogação) consecutivas ser quebrado. Lucas Podolski perdeu pênalti contra a Sérvia e este foi o primeiro desperdício da seleção alemã desde1986.

Com dois gols nesta copa e 12 no total, o alemão Miroslav Klose busca alcançar o recorde de 15 gols em copas do mundo do brasileiro Ronaldo. Para tanto, precisa manter a média obtida em 2002 e 2006, quando fez cinco gols em cada uma das edições.

Dos 12 gol do alemão Klose, sete foram de golpe de cabeça. Não encontrei registro oficial, mas acredito que ele tenha sido o jogador que mais marcou de cabeça em mundiais.

A Dinamarca nunca havia levado gol em cobrança direta de falta em copas do mundo. Nesta edição, contra o Japão, levou dois no mesmo jogo.

Mesmo invicto e classificado às quartas-de-final, o Paraguai ainda corre para quebrar a escrita de jamais ter vencido duas partidas seguidas em  Copa do Mundo. Como só passou pelo Japão nos pênaltis, quebrar esse tabu nesta edição exige chegar à final com duas vitórias. A outra possibilidade é derrotar a Espanha nos pênaltis e depois ganhar a semifinal e a final.

Mesmo contando com quatro bons avantes no elenco, nenhum dos três gols do Paraguai na competição até agora foram feitos por atacantes. Caso perca sem fazer gols para a Espanha, os atacantes vão ir embora zerados.

Pela primeira vez, a Copa tem mais sulamericanos (quatro) que europeus (três) entre os oito primeiros.

Como todos os sulamericanos estão em chaves diferentes, a Copa pode acabar com todos os países desse lado menos favorecido do mundo nas quatro primeiras posições.

Os dois gols da Grécia na vitória de virada contra a Nigéria foram os únicos marcados pelo campeão europeu de 2004 na história da Copa do Mundo.

O Uruguai não terminava a primeira fase em primeiro desde 1954.

A Holanda busca um recorde histórico nesta Copa do Mundo: igualar o Brasil de 1970 e conseguir vencer todas as partidas do torneio e das eliminatórias, em uma mesma edição.

A Nova Zelândia foi eliminada invicta da Copa do Mundo. Empatou as três partidas da primeira fase – 1 x 1 com a Eslováquia, 1 x 1 com a Itália e 0 x 0 com o Paraguai.

A Nova Zelândia levou a campo um jogador que não é totalmente profissional . Andy Barron trabalha em um banco no país e conseguiu licença para disputar a Copa.

Maradona e Dunga: um dentre eles pode se tornar campeão como jogador e técnico. O feito só foi alcançado pelo alemão Franz Beckembauer e pelo brasileiro Mário Jorge Lobo Zagalo.

O Uruguai tem uma vantagem histórica nesta sexta-feira. Jamais uma seleção africana chegou a uma semifinal de Copa do Mundo.

Até agora, nenhum camisa 5 marcou na Copa do Mundo.

Abraços,
Daniel Machado

Com a colaboração de Marcio Santos

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Libertadores: palpites para as quartas-de-final

Considerando que hoje começam as quartas-de-final da Libertadores, os signatários deste blog decidiram, mais uma vez, apresentar seus palpites para a mais importante competição da América do Sul. Lembramos que, nas oitavas-de-final, tivemos um aproveitamento de 62,5%, pois cada um acertou 5 dos 8 classificados. Nesta nova etapa a competição está “afunilando”, motivo pelo qual entendo que há uma imprevisibilidade ainda maior em cada confronto. Todavia, como fazemos questão de ressaltar, esta fase do torneio ocorrerá simultaneamente às convocações e ao começo da preparação das seleções que vão à Copa do Mundo, o que pode ser determinante para algumas equipes, que podem ser ver MUITO desfalcadas de uma semana para outra.

Novamente as paixões clubísticas de nossa equipe podem estar influenciando nos prognósticos, mas, como vocês podem ver, tudo está devidamente justificado!

Abaixo, os nossos palpites (os times do lado esquerdo jogam a segunda partida em casa):

Marcio Santos

Libertad x Chivas Guadalajara = Libertad, aproveitando-se dos desfalques do Chivas e tentando seguir o caminho rumo à final na qual não pôde chegar em 2006

São Paulo x Cruzeiro = Cruzeiro, construindo boa vantagem no Mineirão, com grande atuação de Kléber. A entrada de Fernandão no time titular do São Paulo não será suficiente para reverter o placar, no Morumbi.

Estudiantes x Internacional = Inter. No jogo de ida, no Beira-Rio, a equipe colorada se aproveitará da desmotivação do Estudiantes, que está deixando escapar um título argentino que estava praticamente ganho, e contruirá uma bela vitória. No jogo de volta, a convocação de Verón e outros jogadores por Maradona ajudará a concluir o trabalho.

Universidad de Chile x Flamengo = Flamengo. Em outras circunstâncias, tenderia a apostar em La U. Entretanto, as convocações para a Copa do Mundo farão toda a diferença: os chilenos perderão vários jogadores importantes, enquanto o Flamengo NÃO perderá Adriano, que será preterido por Dunga.

Daniel Machado

Libertad x Chivas Guadalajara = Chivas – O Libertad tem garra, tradição, experiência e um bom time. Conta, porém, com menos apoio popular (torcida) do que um bando de políticos. Chivas, que já está sem os seus cinco convocados há mais de um mês, se classifica com boa vitória em casa e um pouco de sorte no Paraguai. O Libertad sofrerá com desfalques de selecionáveis no segundo jogo.

São Paulo x Cruzeiro = Cruzeiro. Time está muito bem montado e tem bastante qualidade. Mesmo decidindo fora de casa, o Cruzeiro vai saber se impor. O São Paulo, agora com Fernandão, não é um time organizado.

Estudiantes x Internacional = Inter. O palpiteiro é colorado e isso já basta. Além do mais, o campeão da América está abalado pelo tropeço do domingo e pode ter (assim espero) problemas sérios na primeira partida no Beira-Rio, na próxima quinta-feira, às 20h15. Para completar, na volta o Estudiantes pode estar desfalcado de Véron e mais algum jogador.

Universidad do Chile x Flamengo = Flamengo. Time por time, embora sem uma defesa de alta qualidade, La U é bem melhor que o Flamengo. Porém, o time tem cinco jogadores que devem ser convocados para a seleção chilena e mais dois ainda podem ir para a seleção uruguaia. Entre os jogadores ausentes, o chileno Miguel Pinto, melhor goleiro em atividade no continente. É muito desfalque para o jogo a volta. Além do mais, Adriano não deve ser convocado por Dunga hoje.

Anderson Fonseca

Libertad x Chivas Guadalajara = Libertad, uma hora vai ter que chegar na final. Anote aí, estará na grande final.

São Paulo x Cruzeiro = Cruzeiro, em grande momento, reflexo do trabalho a longo prazo.

Estudiantes x Internacional = Estudiantes nos detalhes. O Inter para num grande time, chegou a hora de corrigir os erros que já eram claros.

Universidad de Chile x Flamengo = Flamengo, jogando com o regulamento. O “Mengão” encontrou a sua formação ideal.

Abraços,
Marcio Santos

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