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Sarney venceu; PMDB domina Congresso

Venceu o mais velho, o mais experiente, o mais poderoso. José Sarney (PMDB-AP) ficou com o cargo de presidente do Senado. Natural do Maranhão, Sarney enfrenta sérias dificuldades políticas no seu estado. Já há alguns anos, transferiu o título de eleitor para o Amapá para assegurar a sua eleição no cargo de senador.

A vitória dele no cargo de presidente traz de volta Renan Calheiros (PMDB-AL) ao cenário político de destaque. Renan, um político acusado de negociações escusas com lobistas para poder pagar as despesas com um filho com uma ex-amante, foi o principal articulador de Sarney.

No Tocantins, estado sede do “Golpe de Cabeça”, os três senadores votaram em Sarney, ex-presidente da República que chega ao controle do Senado pela terceira vez. A vitória de Sarney faz com que o PMDB, partido que atua em todos os lados na esfera federal, podendo se aliar a quem estiver no poder, seja quem for, controle todo o Congresso Nacional, pois o deputado federal Michel Temer (PMDB-SP) também ganhou a Presidência da Câmara.

O jogo da política é complicado. Eles usam o nosso dinheiro para as suas negociações pessoais. Todos nós perdemos a cada eleição interna deles, embora poucas pessoas queiram dar atenção para isso.

O Senado é uma casa de 81 bacanas, onde todos são amigos, ou quase todos. A Casa tem poucos políticos que realmente tem espírito público. Os interesses privados sobressaem sobre tudo. Quando interessa, o Senado luta pela sua autonomia e bate de frente com o governo. Porém, quando não interessa, o Senado fica submisso, em troca de dinheiro e cargos.

Sarney, há mais de 50 anos no poder

Sarney, há mais de 50 anos no poder

Sarney “é mais do mesmo” e o PMDB nacional é comprometido com a atual estrutura política que lhe dá poder. Nada vai mudar, pois não há interesse para alterações por parte dos políticos.
Porém, cabe destacar, que se o eleito fosse o candidato petista-tucano Tião Viana (PT-AC) talvez nada mudasse também. Sarney fez 49 votos e Viana 32. Foi a vitória mais apertada de Sarney na disputa pelo cargo de presidente do Senado. Ele ainda comandou a casa nos anos 1995 e 1997.

Aos 78 anos, ele tem seu prestígio sendo reduzido, mas ainda está em um grande posto.

Abraços,
Daniel Machado

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Dia de eleição no Senado

Nesta segunda-feira, a partir das 10 horas, o Senado escolhe o próximo presidente da Casa. De um lado o conhecido ex-presidente da República José Sarney (PMDB-AP) e, do outro, Tião Viana (PT-AC). Por incrível que pareça, segundo as informações que vêm de Brasília, o PT e o PSDB estão com Viana e o governo federal, “na pessoa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, dá um apoio velado a Sarney.

É isto mesmo, Lula estaria contra o seu partido. Em mente, ele projeta que, com Sarmey no comando do Senado, seria mais fácil comprar cooptar o PMDB a uma suposta candidatura da ministra da Casa Cívil, Dilma Roussef (PT), à Presidência da República.

Enquanto isso, o PSDB, que surpreendentemente está com Viana, diz, abertamente, que não estaria disposto a andar com a turma que rodeia Sarney – pessoas como Renan Calheiros (PMDB-AL) e Fernando Collor (PTB-AL). Contudo, também tem outro interesse político por trás. Sarney é desafeto declarado de José Serra (PSDB), governador de São Paulo e possível candidato tucano ao Planalto em 2010.

Além disso, claro, PT e PSDB, caso vençam, vão “repartir os cargos” da Mesa Diretora. Obviamente, é assim que funciona o jogo.

Portanto, o dia é de escolha dos nossos 81 senadores. O próximo presidente do Senado será um petista do Acre ou um ex-presidente da República. Nesta segunda-feira, os senadores escolhem se o poder será repartido entre os dois principais partidos do país, ou se ficará com um PMDB respaldado por pessoas pouco nobre na política nacional, como Collor e Renan Calheiros.

O que é melhor? Bom, difícil de opinar nessa questão. Talvez Viana, mas não é fácil dizer isso. Definitivamente, não se pode confiar naquela Casa.

Abaixo, uma foto dos últimos presidentes do Brasil. Depois da redemocratização, só faltou o Collor.

Serão que são iguais?

Essa gente: Serão que são iguais?

Abraços,
Daniel Machado

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